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Guia · São Tomé e Príncipe · Publicado em 2026-10-11

O IVA em São Tomé e Príncipe: taxa, registo e declaração

O IVA em São Tomé e Príncipe: a taxa normal de 15%, quem deve registar-se, o que uma fatura com IVA deve mostrar e quando se entregam e pagam as declarações.

  • Db STN
  • IVA 15%
  • NIF
  • A4
  • Português

Os números e datas deste guia vêm de fontes públicas a 2026-10-11 e ainda não foram confrontados com as publicações em vigor de Direcção dos Impostos. Confirme tudo aquilo em que se apoiar.

A taxa

A taxa normal em São Tomé e Príncipe é 15%. Alguns bens e serviços têm taxas reduzidas ou taxa zero e outros são isentos. A diferença importa: as vendas a taxa zero permitem recuperar o imposto das compras; as isentas, não.

Quem deve registar-se

Ficam no regime especial os sujeitos passivos que no ano civil anterior não tenham atingido um volume de negócios de Dbs 1.000.000,00. Esses não liquidam IVA e não têm direito à dedução. Ficam de fora do regime especial, e portanto no regime normal qualquer que seja o volume de negócios, as Empresas Públicas, as sociedades anónimas e as sociedades em comandita por acções. Quem inicia actividade usa a previsão para o ano corrente, confirmada pela Direcção dos Impostos. O regime especial não é gratuito: paga-se mensalmente uma taxa especial de IVA de 5% sobre o volume de negócios. Quem no ano anterior não atingiu Dbs 100.000,00 está isento dessa taxa de 5% e paga em vez dela uma taxa mensal fixa de Dbs 167,00, independentemente do número de facturas emitidas no mês. Nas vendas a sujeitos passivos do regime normal é preciso exibir o comprovativo do pagamento da taxa de 2% ou de 5%, sob pena de a operação não ser considerada para efeitos fiscais. Pode renunciar-se ao regime especial e optar pelo regime normal, mas fica-se obrigado a permanecer nele pelo menos cinco anos.

Como fazer o registo

Para ser sujeito passivo de IVA entrega-se a declaração de início de actividade 15 dias antes de começar (CIVA, art. 31.º, n.º 1). Se mais tarde mudar qualquer elemento dessa declaração, excepto o volume de negócios, entrega uma declaração de alterações (art. 32.º). A cessação também se declara, e a Direcção dos Impostos pode declará-la oficiosamente quando é manifesto que a actividade não se exerce nem se pretende retomar.

Quem está no regime especial e passa a ultrapassar o limite de volume de negócios tem de apresentar a declaração de alterações (art. 49.º, n.º 1). Se a Direcção dos Impostos tiver indícios claros de que o limite foi ultrapassado, notifica o contribuinte, que dispõe de 15 dias para apresentar a declaração com o volume de negócios que lhe for indicado (art. 49.º, n.º 2).

Declarar e pagar

Registo e declaração junto de Direcção dos Impostos.

A declaração periódica é mensal. Envia-se por transmissão electrónica de dados até ao último dia do mês seguinte àquele a que respeitam as operações — a declaração de Junho entrega-se até 31 de Julho. O imposto paga-se ao mesmo tempo que se entrega a declaração. A obrigação mantém-se mesmo nos meses sem operações tributáveis. Estão dispensados os sujeitos passivos que só praticam operações isentas sem direito à dedução. Quem está no regime especial não entrega declaração periódica: entrega apenas as declarações de início e de cessação de actividade e paga as taxas mensais.

Penalidades por errar

Se a declaração for entregue sem meio de pagamento, ou com pagamento insuficiente, ainda se pode pagar nos 15 dias seguintes à entrega, acrescendo juros nos termos do artigo 54.º do Código Geral Tributário. Passado esse prazo há notificação imediata e, não havendo pagamento, segue-se a execução prevista no Código do Processo e Procedimento Tributário. Se a declaração não for entregue, a Direcção dos Impostos faz a liquidação oficiosa do imposto com base nas declarações de períodos anteriores ou nos elementos do imposto sobre o rendimento; essa liquidação fica sem efeito se o sujeito passivo entregar a declaração em falta e pagar o imposto e os juros compensatórios dentro do prazo. A falta de pagamento pode ainda levar, segundo critérios definidos pela Direcção dos Impostos, à suspensão do estatuto de sujeito passivo ou ao congelamento da conta bancária até que o pagamento se faça.

Fontes

  • Direcção dos Impostos — a orientação oficial para São Tomé e Príncipe

Como este guia foi feito

Escrito a partir da documentação publicada pela autoridade fiscal e revisto em 2026-10-11. Tudo é indicativo e não constitui uma decisão sobre o seu caso; as regras mudam. Confirme junto de Direcção dos Impostos aquilo em que se apoiar e avise-nos se algo estiver desatualizado para corrigirmos.

Este guia explica as regras em termos gerais e não é aconselhamento fiscal para a sua situação. Confirme a sua posição com um consultor qualificado ou com Direcção dos Impostos.